novembro 17, 2010

Alcova

Na alcova, à meia-luz reinava
Uma cumplicidade e uma entrega
Que outrora foram tão desejadas
Quanto um dia de sexta-feira!

Era quando então, as carnes desnudas
E cheias de pecado, eram ali expostas
No silêncio dos nossos olhos famintos.

Os lábios mal se continham
E a língua retesada sofria
(No momento que a tudo antecede)
De uma agonia quase antropofágica.
...

Na alcova, à meia-luz... às sextas-feiras.

Élcio

2 comentários:

  1. Non pode haber pecado
    cando nesa alcoba
    se respira tanto amor.

    Biquiños

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  2. ...invadindo o sábado...bjs

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